O gavião-miúdinho, é um dos menores
representantes do gênero
Accipiter, medindo de 20 a 26 cm. É pardo escuro na cabeça
e nuca, com a região dorsal acinzentada e o peito e ventre
brancos com finas barras acinzentadas. As fêmeas são
similares aos machos e alguns indivíduos podem apresentar
padrão de plumagem rufa. Habita o estrato médio
de florestas primárias e secundárias, mas é visto
sobrevoando clareiras e plantações.
Tem comportamento
solitário, mas os casais podem permanecer juntos durante
o ano todo, e se alimenta capturando pequenas aves, sendo provável
que alguns indivíduos se especializem na captura de
beija-flores. Sua estratégia de caça consiste
em aguardar a presa a partir de um poleiro, oculto no meio
da vegetação,
lançando-se rapidamente em perseguição
quando tem uma oportunidade favorável. Os registros
escassos desta ave de rapina, podem ser uma conseqüência
do comportamento tímido observado entre todas a congêneres,
bem como erros de identificação durante visualizações
muito rápidas em pesquisas de campo. bota de um a
três ovos. A descaracterização
do hábitat ocupado, com a fragmentação
das florestas primárias e secundárias, são
uma das maiores ameaças para esta espécie. Ocorre
no Brasil setentrional (Amazônia) e oriental, indo do
Maranhão
a Santa Catarina.
No estado do Paraná, o plantio
de arvores exóticas, como ocorreu na porção
sul da Serra do Mar, vem sendo mais outra ameaça para esta
gavião e outras espécies que necessitam deste tipo de habita.
As áreas de matas
nesta região do estado vem sendo substituidas pela produção
de palmitos e a abertura de loteamentos para áreas de
lazer. Pelas poucas informações que temos dessa espécie, fica
dificil determinação de
seu real status para a conservação.