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Gavião-caracoleiro
(Chondrohierax uncinatus)

Chondrohierax uncinatus
(Temminck, 1822)
Ordem: Falconiformes
Família: Accipitridae
Grupo:
Gaviões-milano
Nome popular: caracoleiro
Outros Nomes: gavião-bico-de-gancho
Nome em inglês: Hook-billed kite
Tamanho: 42 cm de comprimento
Habitat:
Florestas
Alimentação:
Insetos, Aranhas, Caracóis

Distribuição no Brasil:



Status: (LC) Baixo risco


gavião-caracoleiro fêmea, Bairro do Rio do Peixe - Socorro/SP, Janeiro de 2010. Foto: Ivan Costa


Vocalização típica (B) - (gravado por: Ciro Albano)

• Descrição: Atinge 42cm de comprimento. O gavião caracoleiro, espécie pouco conhecida pode até ser confundido por algumas pessoas como não sendo um gavião devido a sua estranha aparência (Obs. pessoal). Apresenta um bico grande, largo e pontudo, possuindo mais de um padrão de coloração de plumagem (Sick, 1997; Antas, 2005). Este gavião em vôo possui uma silhueta e coloração similar com a do gavião carijó Rupornis magnirostris diferenciando-se principalmente pela cauda mais longa e padrão de cores no peito, sendo visivel seu grande bico, algo não visto nos Rupornis (Obs pess).


Gavião-caracoleiro. Vargem Alta - ES, Outubro de 2008 Foto: Gustavo Magnago

Gavião caracoleiro, Guaraú - Peruíbe/SP, Fotografado em Agosto de 2009 Foto: Luiz Rondini

• Alimentação: Sua alimentação é constituída principalmente de gastrópodes arbóreos (Homolanyx, Polymita, Orthalicus, Helicina e Drymaeus), terrestres (Strophocheilus) e aquáticos (Pomacea) nos quais, os engolem com casca (refiro-me aos caracóis). Também consome em pequena quantidade lagartas, caranguejos, outros invertebrados, anfíbios (sapos e salamandras) e répteis (lagartixas). Caça procurando suas presas a partir de poleiros abaixo da linha das copas, ou realizando buscas movendo-se de galho em galho (Sick, 1997; Antas, 2005).

• Reprodução: A maioria dos ninhos descritos foi construída em árvores, em alturas que variavam entre 5 e 7 m, embora no Parque Nacional de Tikal (Guatemala) existam registros de ninhos a mais de 30 m. Smith (1982) descreveu seis ninhos encontrados em Tamaulipas (México), todos separados cerca de 5 km uns dos outros. Há postura de um a dois ovos, com tempo de incubação de 35 dias (Sick, 1997).

• Distribuição Geográfica:
Ocorre do México até a Argentina e em todo o Brasil, até pouco tempo não se conhecia registros desta espécie no Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Bencke 2001) a confirmação da ocorrência no RS ocorreu em 2001 quando Krugel (2003) registrou em Santa Maria/RS uma fêmea adulta pousada em um galho de guajuvira (Patagonula americana, Boraginaceae) em uma clareira no interior da floresta.

• Subspécies: C. u. uncinatus: do sudeste do México até a América do Sul e Trinidad; C. u. aquilonis: México e sudeste do Texas; C. u. mirus: Granada; C. u. wilsonii: Cuba (ICMBio, 2008).

• Hábitos/Informações Gerais: Vive nas florestas e beira de brejos. Gosta de ficar pousado a média altura na mata para capturar suas presas. Pode ser observado circulando em vôos as florestas. (Temminck, 1822). Habita o interior de florestas com vegetação densa, principalmente em baixas altitudes, onde é encontrado geralmente sozinho ou aos pares, embora Paulson (1983) tenha observado um bando com 25 indivíduos planando juntos.

• Status nas listas vermelhas estaduais:

  Paraná: Vulnerável (Mikich & Bérnils, 2004).
  Rio Grande do Sul: Dados desconhecidos (ICMBio, 2008).
  São Paulo: Quase ameaçado (Silveira et al., 2009).
  Rio de Janeiro: Dados desconhecidos (Alves, et al. 2000).


Caracoleiro registrado no Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), Niterói-RJ Foto: Igor Camacho

Caracoleiro registrado no Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), Niterói-RJ Foto: Igor Camacho

:: Página editada por: Willian Menq S. em 2010. ::

Contato

• Referências:

Alves, M. A. dos S., J. F. Pacheco, L. A. P. Gonzaga, R. B. Cavalcanti, M. A. Raposo, C. Yamashita, N. C. Maciel & M. Castanheira (2000) Aves, 113-124 In: H. de G. Bergallo, C. F. D. da Rocha, M. A. dos S. Alves e M. Van Sluys (orgs.) A fauna ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Antas, P. T. Z. Aves do Pantanal. RPPN: Sesc. 2005.

BENCKE, G. A. (2001) Lista de referências das aves do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Fundação do Rio Grande do Sul. 104 p. (Publicações Avulsas FZB, n. 10).

ICMBIO (2008).Plano de ação nacional para a conservação de aves de rapina / Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas. – Brasília.

Krugel, M. M. (2003) Registro documentado de Chondrohierax uncinatus (Temminck, 1822)(Falconiformes: Accipitridae) para o Rio Grande do Sul. Ararajuba 11 (1):83-84.

Mikich, S.B. & R.S. Bérnils. 2004. Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. Disponível em: < http://www.pr.gov.br/iap > Acesso em Fevereiro de 2010

Paulson, D. R. 1983. Flocking in the Hook-billed Kite. Auk 100: 749-750.

Sick, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 862p. 1997.

SILVEIRA, L.F.; BENEDICTO, G.A.; SCHUNCK, F. & SUGIEDA, A.M. 2009. Aves. In: Bressan, P.M.; Kierulff, M.C. & Sugieda, A.M. (Orgs), Fauna ameaçada de extinção no Estado de São Paulo: Vertebrados. São Paulo, Fundação Parque Zoológico de São Paulo e Secretaria do Meio Ambiente.

Smith DC (1982) Trophic ecology of the cichlid morphs of Cuatro Cienegas, Mexico. MS thesis, University of Maine, Orono.

Temminck, 1822 (AVES, ACCIPITRIDAE/FALCONIDAE. Comum. Mus. Ciênc. Tecnol. PUCRS. Ser. Zool. 9: 37-44


 
 


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