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Obervando aves de rapina
Técnicas de observação de rapinantes diurnos

24/11/2011
Texto de:
Willian Menq

As aves de rapina são encontradas nos mais variados hábitats, desde as densas florestas até os centros urbanos. De modo geral, são ariscas, rápidas, possuem populações pequenas e esparsas, necessitam de áreas de vida relativamente grandes e muitas vezes podem habitar locais de difícil acesso. Tais características tornam o encontro com essas aves muito difícil. Muita das técnicas de observação usadas para aves em geral não servem para as aves de rapina, sendo necessários métodos específicos. Apresentarei neste texto, dicas e métodos básicos para a prática de observação de gaviões, águias e falcões (“Hawk-watching”, termo específico para a prática).

• Quando observar aves de rapina:
Período do dia: A atividade das aves de rapina pode variar ao longo do dia, o que consequentemente afeta a detecção por parte do observador. Espécies que utilizam correntes de ar, como o gavião-de-cauda-branca são mais detectadas próximo ao meio-dia e inicio da tarde. Por outro lado, as espécies florestais são mais são mais facilmente observadas nas primeiras horas da manhã quando fazem sobrevoos sobre a floresta.

Período do ano: O período do ano em que aves rapineiras são mais ativas/detectadas é as semanas que antecedem a nidificação, geralmente de julho à setembro. Este é o período de acasalamento e estabelecimento de território da maioria dos rapinantes, eles estão mais ativos e vocalizam com mais frequência. Para observar espécies migratórias é importante conhecer o período em que elas permanecem no Brasil, o falcão-peregrino e águia-pescadora, por exemplo, aparecem por aqui entre os meses de outubro e abril. Rapineiros de migração curta, como o gavião-saúveiro e gavião-tesoura migram para o sudeste, sul e centro-oeste do país a partir de setembro.

Clima: As variáveis climáticas afetam o comportamento das aves de rapina. Dias com chuva, nevoeiro, vento forte, ou temperatura muito elevada, diminui drasticamente a detectabilidade de aves rapineiras.

• Como observar (Métodos para observação de rapinantes)
Para a observação de aves de rapina, podem ser utilizadas as mesmas técnicas usadas para o estudo/pesquisa com o grupo, só que de maneira bem mais simplificada.


Ponto fixo no alto de um morro.

Transeção em floresta densa

Ponto fixo em ambiente florestal

Ponto fixo: O ponto fixo é uma técnica eficiente para registrar aves de rapina, inclusive as mais raras. O método consiste em fazer um ponto de observação em determinado local e permanecer nele por um período, dessa forma irá visualizar as espécies que por ali passarem. O ponto deve ser escolhido em um local com bom campo de visão, em ambientes florestais é necessário permanecer em um local elevado, onde dê para visualizar todo o dossel da floresta. Ficar do alto de árvores emergentes, encostas ou topo de morro são pontos apropriados. É um método que demanda muito esforço e paciência, muitas vezes é necessário permanecer no ponto por mais de 4 h para visualizar uma espécie rara.

Transects: A técnica de “transects” ou transeções é adequada a ambientes de fácil deslocamento e interessante para quem gosta de caminhar. Neste método o observador atravessa uma determinada área caminhando e registrando os indivíduos. O mais importante na transeção é o local escolhido. Fazer uma transeção no interior de uma floresta não é muito recomendado, pois raramente o observador verá uma ave de rapina planadora, visto que elas são rápidas, voam acima da mata e/ou preferem ficar pousadas no alto de árvores, e na trilha a visibilidade é muito baixa. Por outro lado, essas transeções no interior de matas se combinado com a técnica de playback são ótimas para a procura de espécies estritamente florestais que vivem no estrato inferior da mata, como é o caso dos falcões-florestais (Micrastur sp) e dos açores (Accipiter sp). Realizar transeções seguindo a borda da floresta, poderá conseguir excelentes resultados. Tanto a borda quanto a matriz é muito utilizada por espécies florestais. O gavião-pato (Spizaetus melanoleucus) por exemplo, costuma visitar a borda para caçar aves e pequenos mamíferos. Espécies de paisagens abertas, como o gavião-caboclo (Heterospizias meridionalis), usa as árvores da borda como poleiros de descanso ou caça. Portanto, não resta duvidas do quanto é interessante fazer transects na borda das matas.

Rotas por veículos/barcos: Outra técnica bacana para encontrar aves rapineiras é a de rotas por veículos. Esse método utiliza os mesmos princípios da transeção realizada a pé, porém, empregando-se um veículo, como um carro ou mesmo barco. A grande vantagem desta técnica é que com ela é possível cobrir uma grande área em menor tempo. Além disso, as aves de rapina são mais tolerantes a aproximação humana com veículos, o que facilita a observação/identificação e melhores fotografias. As rotas utilizadas geralmente são estradas e trilhas pré-existentes, é importante que a rota determinada apresente baixo movimento de carros, ruídos e pessoas, variáveis que atrapalham a observação. Para execução desta técnica é necessário o auxílio de outra pessoa para conduzir o veículo. Recomendo que a velocidade máxima seja entre 25-30 km/h, satisfatória para encontrar rapineiros. A rota por veículo pode ser feita tanto em ambientes abertos e semi-abertos quanto em florestas. Nas florestas a dica é a mesma para a dos transects: usar a borda. A rota por barco é mais adequada para observar espécies que habitam ambientes aquáticos, como o gavião-belo (Busarellus nigricollis), águia-pescadora (Pandion haliaetus), gavião-caramujeiro (Rostrhamus socialibis), etc., e também para acessar áreas que são inacessíveis por outros meios de locomoção. Substutir o veículo por uma bicicleta também traz bons resultados, além de ser uma prática mais saudável.

Playback: a técnica do playback é usada em pontos ao longo de transectos no interior de florestas. É uma técnica eficiente para observar/ouvir falcões-florestais, açores e corujas. Esse método consiste na reprodução através de caixas de som da vocalização de determinada espécie, esperando que elas respondam a esses chamados. Geralmente as aves de rapina florestais respondem o chamado ou se aproximam silenciosamente da fonte do som. Na época reprodutiva esse comportamento é mais evidente, já que defendem o território contra invasores. É importante que o aparelho reprodutor de som seja alto suficiente para ser ouvido a pelo menos 200 m da fonte. O tempo de reprodução da gravação deve ser de no máximo 2 a 3 minutos, sendo necessário um tempo de espera de pelo menos 3 min. As gravações podem ser obtidas em formato mp3 em bancos de dados na internet, como o Xeno-canto (xeno-canto.org).

Mas atenção: A técnica de playback estressa e altera o comportamento das aves, seu uso deve ser moderado, reproduzindo o som da espécie-alvo uma única vez por no máximo 3 min, acima disso se torna prejudicial à espécie e para várias aves do local. O uso em excesso causa diversos efeitos negativos, como a perda de território, alteração na distribuição de aves e até mesmo afetar o sucesso reprodutivo.


Gavião-caramujeiro.
Espécie associada a corpos d'água.
Foto: Cláudio Dias Timm

Gavião-pato voando em clareira
Espécie típicamente florestal.
Foto: Willian Menq

Gavião-bombachinha-grande
Espécie estritamente florestal.
Foto: Jacek Kisielewski

• Onde observar aves de rapina:
O tipo do habitat influencia diretamente na probabilidade de detecção de aves de rapina. Paisagens abertas, como campos naturais, cerrado, caatinga, é mais fácil encontrar uma determinada espécie se comparado a florestas. Enquanto na mata atlântica mais de 20 espécies podem ser vistas numa única manhã, existem áreas no nordeste do Brasil, onde se pode caminhar por horas sem ver nem um único gavião.

O comportamento, hábitos e características morfológicas de cada espécie reflete em uma diferença na detecção por parte do observador. Rapineiros planadores são mais fáceis de serem encontrados do que aquelas que vivem no estrato inferior das matas. Espécies que vocalizam constantemente são mais detectadas do que aquelas que não vocalizam. São muitas as diferenças, abaixo as principais dicas para cada grupo de espécies.

Gaviões planadores (Buteo, Geranoaetus, Urubitinga, etc.)
O grupo dos gaviões planadores possui representantes em todo o Brasil. O habitat preferido dessas aves são os campos naturais, cerrados, caatinga, bosques e parques nos centros urbanos, e outros tipos de vegetação aberta. É comum encontra-los pousados em galhos secos em árvores na borda ou interior da mata, em árvores isoladas no campo, em mourões de cerca e no topo de arbustos. Nas cidades usam postes e torres telefônicas como poleiros. Mas é voando que são mais facilmente vistos, sendo bem detectáveis nos horários próximo do meio-dia (entre 10 e 14 h). É nesse horário que surge as correntes de ar quente, as “térmicas”, e essas aves costumam pegar carona nas correntes ascendentes para ganhar altura e planar, gastando o mínimo de energia. Em áreas montanhosas, serras ou colinas, os gaviões costumam aproveitar as correntes de ar que sopram em direção a esses paredões, portanto é interessante permanecer nessas áreas. Para este grupo, a técnica de transectos em áreas abertas, rotas por veículos e pontos fixos no alto de morros e na borda de matas são mais eficientes na visualização desses gaviões.

Águias e gaviões florestais (Spizaetus, Harpia, Leptodon, Leucopternis, Elanoides, etc.)
Os rapineiros florestais representados pelas espécies do grupo das águias-florestais, dos gaviões-kites e gaviões-pombo (Leucopternis, Amadonastur, Pseudastur), são restritos as florestas densas de grandes dimensões. Portanto os habitats preferidos dessas rapineiras são florestas primárias e secundárias, matas ripárias e cerrado arbóreo. No caso dos gaviões-kites, como o gavião-tesoura e sovi, habitam também fragmentos pequenos, parques e bosques nas cidades. Os rapineiros florestais são bem detectáveis no inicio da manhã e próximo ao horário do almoço, quando começam a aproveitar as correntes ascendentes. Em florestas de relevo acidentado, ocorre muito as correntes do tipo “plano inclinado para cima”. O vento sopra em direção a uma montanha ou colina e sobe, e os rapineiros, como o gavião-pega-macaco, usam essas correntes para planar e sobrevoar a mata. Portanto, é interessante fazer pontos fixos no alto de morros inseridos na floresta. Outra técnica extremamente eficaz para observação das águias e gaviões florestais é realizando pontos fixos no alto de árvores emergentes (árvores mais altas que a maioria). Clareiras em meio à floresta são áreas de caça potenciais para essas espécies. Permanecer na borda da floresta também pode trazer bons resultados.


Grupo de gaviões-tesoura.
Espécie típicamente florestal.
Foto: Willian Menq

Gavião-de-cauda-branca.
Espécie típica de hábitas abertos.
Foto: Willian Menq

Gavião-peneira. Espécie típica de campos e vegetação rasteira.
Foto: Jarbas Mattos

Falcões-florestais e Açores (Micrastur e Accipiter)
Os rapineiros do gênero Micrastur e Accipiter (exceto o A. striatus) são aves ágeis, ariscas e estritamente florestais, raramente aparecem na borda. São ativas nas primeiras horas do dia e no finalzinho da tarde. Habitam florestas primárias, secundárias, matas de galeria e até mesmo florestas pequenas próxima de áreas urbanas. Para essse grupo o método mais eficiente é percorrer trilhas no interior de florestas. O falcão-relógio costuma vocalizar antes mesmo do nascer do sol, por isso é importante ir a campo de madrugada. Três horas após o nascer do sol, os falcões-florestais param de vocalizar. O segundo pico de atividade desse grupo é no final da tarde, quando o sol esta quase tocando o horizonte. Além de fazer transectos para ouvir vocalizações espontâneas, o uso da técnica de playback é um meio eficiente para detectar essas aves.

Tartaranhões (Circus sp)
O grupo dos tartaranhões (gaviões-do-mangue) possui dois representantes: o Circus buffoni, que ocorre em todo sul, sudeste, centro-oeste parte do nordeste do Brasil; e o Circus cinereus, restrito a região sul. Habitam banhados, campos inundáveis, brejos, restingas e lavouras de arroz. São mais ativos no inicio da manhã e final da tarde, sendo esses os horários mais adequados para procurar essas espécies. Os tartaranhões não costumam planar nem voar alto, gostam de voar lentamente e a baixa altura sobre a vegetação. Devido a esse comportamento e às baixas densidades populacionais, os métodos mais eficiente para encontrá-los é através de rotas por veículos e transects nos hábitats preferenciais da espécie.

Gavião-peneira (Elanus leucurus)
Embora o gavião-peneira seja aqui classificado como um gavião planador, os métodos de procura do grupo não são muito eficientes nesta espécie. É um gavião que ocorre em quase todo o Brasil, apesar de comum seu encontro não é tão simples. Tal espécie gosta de sobrevoar sítios (plantações de trigo, soja, agrião, etc.), terrenos baldios, campos naturais, capinzais e outras áreas com vegetação rasteira onde procura seu principal alimento: os pequenos roedores. Dessa forma a procura pela espécie deve ser concentrada nesses ambientes, evitando sempre áreas com vegetação mais alta, matas e plantações de cana. Devido a seu comportamento de “parar” no ar, pode ser notado a km de distância. O gavião-peneira caça principalmente no final da tarde e no inicio da manhã, sendo esse os horários que a espécie é mais detectável. Aparentemente parece que a espécie prefere mais o final da tarde para caçar, ao menos aqui no Paraná, grande partes das observações de campo desta ave foi obtido neste horário. Para procurar o gavião-peneira, os métodos mais adequados é a de rotas por veículos e transects.

Falcões (Falco sp)
Os falcões são rapineiros pequenos e ágeis. No Brasil ocorrem quatro espécies residentes e uma migratória. Ambas se distribuem por quase todo o país. O falcão-de-coleira (F. femoralis), falcão-quiriquiri (F. sparverius) e o falcão-peregrino (F. peregrinus) habitam áreas de vegetação aberta, cerrado, caatingas, borda de matas e nos centros urbanos. O falcão-peregrino é migratório, aparece no Brasil somente entre os meses de outubro até abril. O falcão-cauré (F. rufigularis) e o falcão-de-peito-vermelho (F. deiroleucus) preferem áreas florestais. O primeiro é mais comum, podendo habitar pequenos fragmentos florestais, borda de florestas e clareiras, já o falcão-de-peito-vermelho é extremamente raro, restrito a grandes áreas preservadas, parece gostar de habitar áreas próximas a corpos d’água com paredões rochosos, barrancos e penhascos inseridos na floresta. O horário de atividade é um pouco variável, o quiriquiri é ativo durante todo o dia, enquanto o restante é detectável somente no inicio da manhã e no final da tarde. falcão-cauré e o falcão-peregrino as vezes estende suas atividades até quase o escurecer, onde perseguem morcegos em voo. O transect e rota por veículos são adequados à procura das espécies de áreas abertas, enquanto o ponto fixo para as espécies florestais.

Caracará e Carrapateiro (Caracara, Milvago)
Observar caracarás e gaviões carrapateiros é uma tarefa fácil. São abundantes em praticamente todo o Brasil e ativos durante o dia todo. As buscas devem ser concentradas em áreas rurais, lavouras, periferia de centros urbanos e borda de matas. Geralmente estão no solo caminhando ou pousado sobre mourões de cerca, postes e no alto de árvores. Realizar transect e rota por veículo são os meios mais fáceis de encontrá-los.

Gaviões associados a ambientes aquáticos (Rosthramus, Busarellus, Pandion, etc.)
Os gaviões associados a corpos d´agua dependem desse hábitat para obter alimento, sejam peixes, anfíbios ou gastrópodes. A procura por essas aves deve ser concentrada em grandes rios e lagos com a presença de matas ciliares preservadas. São espécies ativas no inicio da manhã, e o meio mais eficaz de encontrá-las é através de rotas por barcos e de transects próximo às margens dos rios.

Procurando aves de rapina nas cidades
Os ambientes urbanos é um atrativo a várias espécies de gaviões e falcões. Para encontrar as rapineiras urbanas, concentre as saídas a campo entre nas primeiras horas da manhã e entre 16:30 e 18:00 da tarde. Observe o alto dos prédios, torres telefônicas, caixas de ar condicionado, postes e no alto de árvores. Esses são os poleiros preferenciais dos rapinantes urbanos. Além da procura ativa, o observador pode fazer um ponto fixo da varanda de um prédio e dali observar as espécies que passam pela área.


Gavião-carijó.
Espécie urbana e de habitats abertos
Foto: Willian Menq

Gavião-sauveiro (sovi)
Espécie de habitats abertos e matas
Foto: Willian Menq

Gavião-real (Harpia)
Águia restrita a florestas primárias.
Foto: Willian Menq

• Dicas gerais

  • Use roupa leve, de preferência tecidos que não absorvam muita água (encharcam). Utilize vestuário de cores discretas que se confundam com a vegetação, como o cinza, marrom ou verde. Cores berrantes/chamativas, como vermelho ou amarelo, não só denunciam a sua presença como também assustam as aves.
  • É importante usar calçados confortáveis e fechados, como botas ou tênis. Bota de cano alto é uma boa proteção contra picadas de cobras ou carrapatos. O chapéu é outro acessório indispensável para se proteger do sol ou da chuva.
  • Use este site para conhecer mais sobre o comportamento e hábitos das espécies. O site possui informações de todas as espécies do Brasil (link para lista).
  • Visite também sites e fóruns sobre observação de aves e ornitologia, como o wikiaves, revista birdwacther, dentre outros (lista de links).
  • É importante ter os olhos e ouvidos atentos, movidos pela curiosidade. Evitar conversar demais, fazer barulho o mínimo possível, assim ficará mais atento ao ambiente em sua volta e evita espantar alguma ave.
  • Se você suspeitar que uma área esteja sendo usada como ninho, não se aproxime não perturbe, observe de uma distância segura para a ave.

• Segurança

  • Evite locais com pouca segurança (áreas onde sabe-se que há caçadores por exemplo). Sempre avise alguém o local onde está indo.
  • Não acesse áreas privadas sem autorização.
  • Olhe onde está pisando, cobras, pedras, buracos podem estar no seu caminho.
  • Faça um conhecimento prévio da região, postos de saúde e policia próximos.
  • Em áreas extensas leve sempre uma bússola ou GPS com bateria extra.

• Equipamentos

  • O uso de um binóculo é essencial já que a maioria das aves de rapina possuem aversão à aproximação humana. As principais características de um binóculo são: o seu grau de ampliação, e sua luminosidade. Estas características são dadas sob a forma aritmética de, por exemplo, 10x50, 8x42, etc. O primeiro numero representa o grau de ampliação, 10 vezes, oito vezes, e por aí vai. Já o segundo numero refere-se ao tamanho da abertura da objetiva, em milímetros, quanto maior for à abertura mais luminosa é a imagem, porém mais pesado será o binóculo. Dessa forma, binóculos 10x40 e 10x50 são os mais recomendados para observar rapinantes. Procure sempre por material de qualidade, dando preferência às marcas tradicionais do mercado.
  • Para fotografar aves de rapina, devem ser usadas câmeras fotográficas de zoom óptico de no mínimo 15x, assim conseguirá boa aproximação e fazer imagens interessantes. Não precisa necessariamente ser uma câmera profissional, hoje existem vários modelos compactos ultrazoons com capacidade de zoom de 18x para cima.
  • Uma técnica interessante para fotografar rapinantes a grande distância é a do Digiscoping, método de fotografar utilizando uma câmara digital reflexa ou compacta, com o auxílio de um telescópio.
  • Um guia de campo (livro de campo com pranchas das espécies) é um auxiliar indispensável para identificação das espécies. Em nosso país, há bons guias de campo, como o Todas as aves do Brasil do Deodato Souza; Aves do Brasil oriental de Tomas Sigrist, dentre outros. Ainda não há nenhum específico para aves de rapina do Brasil.
  • Poderá eventualmente ser necessária uma pequena mochila, para levar consigo repelente de insetos, protetor solar, água, lanche, caderneta, câmera fotográfica e binóculo.

Aprender a identificar as aves de rapina não é tão simples, espécies jovens/imaturas apresentam plumagem diferente dos adultos, outras espécies apresentam pequenas e sutis diferenças, e há ainda rapineiros com mais de três tipos de plumagem e formas melânicas. Portanto, visita a museus, treinamento em campo, o conhecimento da literatura e a discussão com observadores mais experientes são importantes na formação de um bom observador de raptors.