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Falcão Peregrino
Falco peregrinus
Relações intra e interespecíficas

Relações intraespecíficas
Em Salvador foram observadas diversas relações intraespecíficas dos falcões peregrinos, na maioria das vezes um falcão peregrino dominante na área expulsava o invasor por meio de perseguições seguido de mergulhos e rasantes contra o outro indivíduo. As vocalizações de alerta mais utilizadas para de interação direta e agonística é a sequência de voz transcrita como “ii-chuip iii-chuip” e a “kaaa kaaa”.

Relações interespecíficas:
Geralmente, nessas relações com outras espécies de aves de rapina, o comportamento ativo parte do falcão peregrino e não das outras aves, pois o falcão peregrino é bastante territorialista, e na área de invernagem, onde a prioridade no território adotado gira em torno das atividades de caça e cada um dos subsetores de caça estabelecidos, esse comportamento tende a ser mais predominante em relação a qualquer outra ave de rapina que constitua uma ameaça ao seu território. Principalmente nos horários de caça, o falcão peregrino evita que algum outro rapinante cruze ou pelo menos se mantenha por muito tempo rondando na área que ele adota. O Falcão peregrino tende a emitir uma característica vocalização de alerta quando visualiza outra ave de rapina, como carcarás, carijós, carrapateiros e outras aves comuns em área urbana, ele alça voo do poleiro e ataca em voo e expulsar para um ponto distante o "invasor".
Os falcões peregrinos na Bahia são dominantes nas interações com outras espécies, tendo sempre a “palavra final”. Já foi relatados carcarás se revidarem contra as investidas de expulsão dos falcões, os caracarás viravam o corpo esticando as garras em um comportamento de ataque e defesa, mais de defesa do que ataque. Nas interações com urubus, não há nada que indicasse ataque predatório, apenas abordagens curtas, sem prolongamento de perseguição e sem tentativa de contato agressivo, são investidas que remetem muito mais a comportamentos de brincadeira ou treinos e exercícios de mergulhos pré-investidas. Em grande parte das vezes os peregrinos estão planando junto com os urubus, pacificamente, acompanhando eles nas mesmas térmicas, nas mesmas manobras inclusive, sem qualquer atitude agonística, e em um dado momento resolve mergulhar em algum dos urubus que esteja mais abaixo, mantendo um contato curto com ele e depois voltando a planar com o mesmo urubu ou com outro. Por vezes o mergulho é continuado por uma perseguição breve, quando o urubu assustado (é engraçado ver a reação de susto do urubu sendo "provocado" pelo falcão) resolve acelerar o voo com manobras, e o falcão acompanha bem junto as mesmas manobras.
Na América do Norte os falcões peregrinos são comumente atacados pela águia americana H.leucocephalus a e pela coruja-de-orelha (Bubo virginianus). Na Bahia, foi observado com muita frequência os falcões sofrerem investidas por rasantes e mergulhos de bem-te-vis, suiriris, beija-flores e andorinhas, num comportamento de defesa por reconhecerem o falcão como ameaça em potencial, tentando afugentá-lo para outra área.

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