>AVES DE RAPINA >ESPÉCIES> FALCÃO PEREGRINO
Falcão Peregrino
Falco peregrinus
subespécies DO CONTINENTE AMERICANO

Cosmopolita, ocorre em quase todos os continentes, conhecido por diversas raças geográficas (Ferguson-Lees e Christie 2001). Os falcões peregrinos da América do Norte migram para outras regiões dentro do continente atingindo até o extremo sul da América do Sul. As populações da África migram para pontos dentro do continente mesmo, e algumas subespécies não chegam a fazer essas migrações mais longas como as norte-americanas. Já os peregrinos das partes mais frias da Europa migram mesmo. Os da Rússia e outros pontos mais ao Norte e frios, por exemplo, migram para pontos mais quentes, como sul da Espanha e Costa da França, e também migram para a África, como Egito, Marrocos, etc. O Falco peregrinus callidus, por exemplo, é bem migratório, vive na Eurasia (entre o Leste Europeu e Ásia Ocidental e então os que vivem na Sibéria, por exemplo, que tem inverno bem rigoroso, migra para pontos mais quentes na Europa e migram também para o Norte da África). Na Austrália o Falco peregrinus macropus, que é a principal raça com distribuição maior, e o F. peregrinus submelanogenys, que é uma subespécie encontrada na região sudoeste do país, são espécies mais sedentárias, já que o continente se caracteriza em grande parte por ser quente e árido. O tempo médio da viajem de migração dos Falcões peregrinos que vêm do Norte do Canadá, Ártico, Alasca e Groenlândia até chegarem na América do Sul gira é de aproximadamente 30 a 40 dias, o tempo de volta é basicamente o mesmo (Ferguson-Lees e Christie 2001; Drummond, 2010).

No continente americano ocorrem quatro subespécies, das quais duas chegam ao Brasil durante movimentos migratórios: F. p. tundrius, mais ártica e o F. p. anatum. O tundrius é a subespécie menor, que vive nas regiões mais setentrionais da América do Norte. É a subespécie norte-americana que mais responde aos estímulos migratórios com deslocamentos de longa distância. O anatum tem uma distribuição mais ampla, abrangendo áreas de amplitudes térmicas variáveis e menos extremas, e dado a isso, nem todos chegam a se deslocar tanto do seu ponto de origem, mas os que se deslocam mais chegam a atingir os países sul-americanos (Drummond, 2010). Acredita-se que o Falco p. cassini (Sharpe, 1873) chegue ao sul do país, devido a registros da espécie na região durante o inverno austral (Risebrough et al. 1990; Silva e Silva 1996) e a registros dessa subespécie no Uruguai (Escalante 1961). O Falco peregrinus pealei (nativo do noroeste da América do Norte), é a maior subspécie, chega a atingir entre 50 e 55 cm, O menor é o Falco peregrinus minor (da África) chegando a medir 30 cm (Drummond, 2010).

> Fechar Janela <