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Harpia (Gavião-real)
Harpia harpyja
ALIMENTAÇÃO

Galetti e Carvalho-Júnior (2000) coletaram no solo 21 crânios, ao longo de 15 meses, sob o ninho de um gavião-real, sendo 20 pertencentes a duas espécies de bicho-preguiça (onze de Choloepus didactylus e nove de Bradypus variegatus) e um marsupial (Philander opossum). Outros trabalhos apontam a preguiça como a principal presa, chegando a 36% de sua dieta (Retting, 1978) e até 79% para a região de Parintins (Silva, 2007). Eason (1989) relata o sucesso de um comportamento defensivo de um grupo de Alouatta seniculus no Peru, havendo outras observações de ataques frustrados do gavião-real em primatas na natureza (Eason, 1989). Devido a essas observações, Eason (1989) sugere a dificuldade de obtenção de uma presa ágil, como um primata, em relação a uma preguiça.

Silva & Sanaiotti (2007) estudaram a dieta da Harpia harpyja em cinco ninhos na região do médio Amazonas, Paritins (AM). As espécies predadas foram: Bradypus variegatus (39%),Choloepus didactylus (40%), Callcebus hoffmannsi (4%), Cebus apella (1%)  Chiropotes albinasus (1%), Pithecia irroata (0,4%), Coendou koopmani (2,4%), Didelphis marsupialis (0,8%), Potos flavus (0,8%) e Ara chioptera (Aves)(0,4%). Primatas não identificados pertencem ao taxon Cebidae/Pitheciidae perfazem um total de 5,2%, enquanto aves não identificadas somam 4,6%. Considerando os hábitos ecológicos das espécies predadas nos cincos ninhos, 99% eram indivíduos arborícolas, 1% terrestres/arborícolas. As preguiças foram as presas mais importantes na dieta da harpia contribuindo com 86% da biomassa total estimada de presas consumidas

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