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Harpia (Gavião-real)
Harpia harpyja
REPRODUÇÃO

Pereira & Salzo (2006) registraram um casal de harpias nidificando na Serra da Bodoquena, MS, em março de 2006. O ninho tinha sido construido na terceira forquilha de um exemplar de guaritá (Astronium graveolens - Anacardiaceae) seco com 40 cm de diâmetro a altura do peito. O ninho estava a uma altura de aproximadamente 18 a 20 m do solo. Esta árvore seca se destaca na região por sua altura, possibilitando que os indivíduos tenham visão privilegiada dos arredores. O ninho foi elaborado com gravetos verdes e secos. Um dos indivíduos, provavelmente a fêmea, passava a maior parte do tempo no ninho ou pousado nos galhos da árvore onde este estava construído. O outro indivíduo, supostamente o macho, visitava esporadicamente. Em uma das observações os pesquisadores viram um dos indivíduos chegando com uma presa, um macaco-prego (Cebus apella). A ave colocou a presa no ninho e, posteriormente, começou a rasgá-la, tirando pequenos pedaços e fazendo movimentos se-melhantes aos que são observados quando alimenta o filhote. Dois meses após a descoberta do ninho não foi visto a presença de Harpias no ninho, acredita-se que o filhote tenha morrido em decorrência de intensa chuva ocorrida em abril, que segundo informações de proprietários rurais, com pluviômetros em suas propriedades, teria atingido o volume de 200 mm em 12 horas. Outro casal foi observado por Pivatto et al. (2006) no extremo norte da Serra da Bodoquena, é possível que exista uma população com aproximadamente dez casais ao longo de toda a Serra da Bodoquena (T. Sanaiotti com. pess., in: Pereira & Salzo, 2006).

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