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Metodologia
 
 

O site apresenta informações biológicas de todas as 99 espécies de rapinantes presentes no Brasil. As informações das espécies (descrição, dieta, reprodução, distribuição, subespécies e hábitos) foram compiladas a partir de artigos recentes, literatura especializada (e.g. Sick, 1997; Ferguson-Lees & Christie, 2001; Konig & Weick, 2008; HBW Alive, 2015) além de observações de campo (não publicadas) de diversos autores. Todas as referências bibliográficas utilizadas/citadas são apresentadas no link referências.

Neste site são consideradas aves de rapina todas as espécies das ordens Accipitriformes, Falconiformes, Cathartiformes e Strigiformes, conforme definição explicada nesta_página. O nome das partes da ave (íris, tarsos, primárias), presente nos textos é explicado neste_link.


Taxonomia e nomes em português

A lista de espécies presentes no território brasileiro, bem como as famílias, nome científico e nome em inglês segue a Lista das Aves do Brasil produzida pelo CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (Piacentini et al. 2015). Os nomes em português foram baseados na mesma lista e no CBRO (2011). Em alguns casos, os nomes seguiram uma opção pessoal do autor, geralmente favorecendo o nome amplamente usado pela comunidade de observadores de aves no Brasil. Outros nomes em português (nomes populares e Nomes Vernáculos Técnicos não adotados no item principal), foram incorporados no texto resumo na página das espécies.


Mapas de distribuição geográfica e listas regionais

Os mapas de distribuição apresentam a possível distribuição da espécie na região neotropical. Os mapas foram confeccionados com base na literatura básica (referências), artigos recentes e registros disponíveis das bases de dados colaborativas eBird e Wikiaves. As distribuições são coloridas e indicam diferentes status de ocorrência, sendo:

  • Verde - Espécie residente no local;
  • Verde claro - Residente, área com possível ocorrência ou ocorrência mal documentada;
  • Azul - Espécie migratória (área de invernagem);
  • Amarelo - Espécie migratória (área reprodutiva);
  • Azul claro - Espécie vagante;
  • Rosa - Espécie migratória de passagem (em trânsito / stopover).

As listas de espécies por região (disponíveis no link avesderapinabrasil.com/lista_mapa.htm) seguiu a mesma metodologia, baseando-se nos padrões de distribuição dos táxons com ocorrência conhecida dentro dos limites geográficos das áreas correspondentes.


Status de ocorrência:

As espécies foram classificadas em cinco categorias de ocorrência, baseando-se na classificação proposta por Sick (1983) e Piacentini et al. (2015).

  • Residente: Espécie residente, que permanece durante todo o ano no Brasil. Exemplos: gavião-carijó (Rupornis magnirostris), quiriquiri (Falco sparverius), coruja-buraqueira (Athene cunicularia).
  • Migrante austral: Espécies oriundas da região sul/sudeste do continente (onde de reproduzem), que se deslocam para o norte (centro-oeste e região amazônica, e/ou América Central), havendo dentro do continente diversas migrações a partir da parte meridional em direção ao norte. Exemplos: sovi (Ictinia plumbea) e gavião-bombachinha (Harpagus diodon).
  • Migrante neártico: Espécies oriundas da América do Norte e Central (onde se reproduzem) que migram para a América do Sul. Realizam migrações mais extensas se comparadas aos migrantes austrais, uma vez que cruzam hemisférios, deslocando-se mais de 20 mil quilômetros desde os pontos de reprodução no Ártico até chegarem ao Brasil, através da Rota da Costa Atlântica e da Amazônia. Exemplos: Falcão-peregrino (Falco peregrinus), águia-pescadora (Pandion haliaetus), gavião-papa-gafanhoto (Buteo swainsonii).
  • Vagante: Espécies com registros ocasionais no Brasil, na maioria das vezes são indivíduos que se perderam em sua rota migratória, trazidos ao país devido a fortes ventos, ciclones ou outros fatores naturais. Exemplos: o esmerilhão-europeu (Falco aesalon), o peneireiro-de-dorso-malhado (Falco tinnunculus) e milhafre-preto (Milvus migrans).
  • Ocorrência incerta: Espécies de ocorrência duvidoso e/ou incerta no país. São aves que nunca foram fotografadas ou gravadas em território brasileiro, ou seja, sem nenhuma evidência documental existente ou disponível.


Status de conservação

O status de conservação no Brasil segue a lista vermelha do ICMBIO (2014) publicada na portaria nº 43/2014. São descritas as seguintes categorias:

  • (LC) Baixo risco de ameaça, normalmente são espécies abundantes e amplamente distribuídas;
  • (NT) Quase ameaçada: próxima de ser classificada numa das categorias de ameaça num futuro próximo;
  • (VU) Vulnerável: considerada como estando a sofrer um risco elevado de extinção na natureza;
  • (EN) Em perigo: considerada como estando a sofrer um risco muito elevado de extinção na natureza;
  • (CR) Em perigo crítico: considerada como estando a sofrer um risco extremamente elevado de extinção na natureza;
  • (DD) Dados insuficientes: espécies com poucas informações e/ou dados inadequados para fazer assessoria direta ou indireta do risco de extinção.
  • (NA) Não aplicável: espécie considerada inelegível para ser avaliada em nível regional. Uma espécie pode ser NA por não ser uma população selvagem ou não estar dentro da sua distribuição natural, ou por ser um errante na região/país.

Os status de conservação nas listas estaduais seguem a versão mais recente da lista vermelha dos Estados que possuem uma lista publicada (Rio Grande do Sul – Rio Grande do Sul 2014; Santa Catarina – CONSEMA 2011; Paraná -Mikich & Bérnils 2004; São Paulo – Silveira et al. 2009; Rio de Janeiro – Alves et al. 2000; Minas Gerais – COPAM 2010; Espírito Santo – Simon et al. 2007; Pará – Pará 2008).

 

:: Página editada por: Willian Menq em Fev/2018. ::


 


 

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