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Gavião-de-rabo-branco
Geranoaetus albicaudatus (Vieillot, 1816)

Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
Grupo:
Gaviões-planadores

Nome em inglês: White-tailed Hawk
Habitat:
Campos, savanas e áreas urbanas
Alimentação:
Aves, répteis, roedores e invertebrados

Distribuição no Brasil:


Status: (LC) Baixo risco


Individuo adulto. Franca/SP, Novembro de 2010.
Foto:
Leandro Borges

Vocalização de chamado (B) - (gravado por: Chris Parrish)

• Descrição: Mede de 51-61 cm de comprimento, peso médio de 865 g (macho) e 1101 g (fêmea), com envergadura de até 135 cm. Adulto (forma clara) apresenta dorso cinza-escuro com "ombros" ferrugíneos bem visíveis; cabeça escura, às vezes com a garganta e pescoço branco; por baixo branco predominante barrado de preto; cauda branca com faixa preta na ponta da cauda, visível em voo; cera e tarsos amarelos. Adulto melânico (forma escura) apresenta todo o corpo cinza-escuro quase preto, às vezes com ferrugíneo no ombro e cauda idêntica ao da forma clara. Uma terceira forma de plumagem, não descrita nos guias de identificação aqui chamada de "forma ruiva", é parecida com a forma escura, porém, todo o peito é ferrugíneo com a cabeça e resto do corpo escuro, quase idêntico à forma melânica do Geranoaetus polyosoma (obs. pess. Willian Menq). Jovem de plumagem variável, coloração predominante marrom, com quantidade variável de manchas claras no peito, sobrancelha clara, e cauda clara com faixa mais escura na ponta, nem sempre nítida ou visível, fêmea jovem é maior e mais escura (Sick, 1997; Granzinoll, 2003; Marquez et al. 2005).



Indivíduo adulto (forma clara).
Cambará do Sul/RS, Dez 2012.
Foto: Willian Menq

Indivíduo adulto (forma escura).
Jacutinga/MG, Jul 2010.
Foto: Cláudia Komesu


Indivíduo Jovem.
Luiziâna/PR, Abril de 2013.
Foto: Willian Menq

Quando empoleirados, as pontas das asas dos indivíduos adultos extendem-se além da ponta do rabo, enquanto que no imaturo alcança ou quase ultrapassa a ponta do rabo. A denominação “albicaudatus” significa cauda branca; “albi” deriva de albus, branco, enquanto “caudatus” deriva de cauda. É conhecido também por curucuturi, gavião-branco, gavião-de-cauda-branca e gavião-fumaça.

• Alimentação: Alimenta-se de insetos, répteis, pequenos mamíferos, anfíbios e pequenas aves. Seu comportamento de caça característico é capturar presas a partir de um poleiro ou através de voo planado. No entanto, uma terceira estratégia, a de ficar parado no ar com asas abertas contra o vento forte, é exclusiva desta espécie. Esta técnica é intercalada com o voo planado que é realizado graças ao uso das correntes térmicas, entre 50 e 100 metros de altura e pode ser uma adaptação a procura de presas (Sick, 1997). Procura queimadas para capturar animais no solo ou em pleno ar espantados pela fumaça. A caça a partir do poleiro geralmente é efetuada após o nascer do sol e nos horários do pôr do sol, enquanto a caça aérea é normalmente efetuada no período da tarde (Sick, 1997; Granzinolli, 2003).

• Reprodução: Nidifica em pequenas árvores solitárias ou arbustos, ambos com boa visibilidade; Constrói e reutiliza ninhos volumosos (de até 80 cm de diâmetro) com galhos secos e ramos, o quais reveste com ramos verdes. Coloca de 1 a 3 ovos com período de incubação de 39-32 dias. Os filhotes ficam emplumados com 49-52 dias (Marquez et al. 2005).

• Distribuição Geográfica: Encontrado dos Estados Unidos até a Argentina, incluindo todo o Brasil (Sick, 1997). São conhecidas três subespécies, o G. a. hypospodius: sul dos EUA, noroeste do México até o norte da Colômbia e noroeste da Venezuela; G. a. colonus: leste da Colômbia e Suriname até o Amazonas, e costa do Caribe; G. a. albicaudatus: extremo sudeste do Peru, sul e sudeste do Brasil até o norte da Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

• Hábitos/Informações Gerais: Vivem em regiões campestres, cerrados campos de altitude e áreas urbanas (Sick, 1997). Em geral silencioso, plana muito a procura de alimento, pode voar a grandes alturas, às vezes se juntando a bandos de urubus e outros gaviões. Segundo Sick (1997) o gavião de cauda branca se aglomera em vários indivíduos (até 20) nos locais de queimadas. Também vasculha estradas em busca de animais atropelados.


Indivíduo adulto "forma ruiva".
Caraguatatuba/SP, Maio de 2014.
Foto: Willian Menq

Indivíduo adulto. São Roque de Minas/MG Julho 2008.
Foto:
Sávio Bruno

Casal adulto. União do Sul/MT. Agosto de 2010.
Foto: Valdir Hobus


Indivíduo adulto.
Caraguatatuba/SP, Junho de 2016.
Foto: Willian Menq


Indivíduo subadulto em voo. Luiziana/PR, Abril de 2013.
Foto: Willian Menq


Indivíduo adulto (Forma escura).
Nioaque/MS, Dezembro 2015.
Foto: Willian Menq


:: Página editada por: Willian Menq em Fev/2016. ::


• Referências:

Brown, L., & D. Amadon. (1989) Eagles hawks and falcons of the wor1d. The Wellfleet Press, New Jersey, USA.

Granzinolli, M. A. M. Motta-Junior, J. C. (2003) Ecologia Alimentar do gavião-do-rabo-branco Buteo albicaudatus (Falconiformes:Accipitridae) no município de Juiz de Fora, sudeste do estado de Minas Gerais. USP - Universidade de São Paulo. Tese de Mestrado.

Márquez, C., Gast, F., Vanegas, V. & M. Bechard. (2005) Aves Rapaces Diurnas de Colombia. Bogotá: Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt. 394 p.

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

• Site associado: Global Raptor Information Network (em inglês)

 

• Citação recomendada:

Menq, W. (2016) Gavião-de-rabo-branco (Geranoaetus albicaudatus) - Aves de Rapina Brasil. Disponível em: < http://www.avesderapinabrasil.com/buteo_albicaudatus.htm > Acesso em: