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Ordem Accipitriformes
 
 

As ordem Accipitriformes é composta por uma grande variedade de rapinantes diurnos de tamanhos variados, em geral possuindo bicos fortes e garras afiadas, nas quais utilizam para matar suas presas. Destacam-se também pela visão bastante aguçada, sendo capazes de localizar presas à grandes distâncias. Os Accipitriformes ocorrem em todas as regiões do planeta, exceto na Antártida, distribuídos em todos os tipos de habitats: florestas, savanas, desertos, áreas montanhosas até centros urbanos. A maioria possui uma expectativa de vida muito elevada, vivendo em média de 15 a 30 anos na natureza. Em geral, a fêmea é maior e mais pesada que o macho, e muitas espécies estabelecem relações monogâmicas. São geneticamente distantes dos Falconiformes, também se distinguem deles em algumas características comportamentais e morfológicas, como nas técnicas de construção de ninhos (muito primitivas nos Falconiformes), diferenças na anatomia do esqueleto, e etc. A ordem é composta pelas famílias Sagittaridae, Pandionidae e Accipitridae.

Considerando uma série de aspectos morfológicos, etológicos e ecológicos, dividimos os Accipitriformes brasileiros em oito grupos: águias-buteoninas (Geranoaetus e Urubitinga), águias-pescadoras (Pandion), águias-açores (Spizaetus), harpias (Harpia e Morpnhus), gaviões-planadores (subfamílias buteonines e subbuteonines), gaviões-milanos (subfamílias milvine, pernine e elanine), açores (Accipiter) e tartaranhões (Circus), detalhes aqui.

Família Sagittariidae:
 O secretário (Sagittarius serpentarius) é o único representante dessa família. É endêmico da África, vive nas padrarias e savanas da região subsaariana. De aparência esquisita (lembrando a nossa seriema), diferencia-se em várias características morfológicas e comportamentais das outras aves de rapina. De grande porte, possui tarsos incrivelmente longos e poderosos; apresenta plumagem cinza, mais clara no peito, contrastando com o abdômen, calções e penas de voo escuras, quase negras. Possui hábitos terrícolas, caça principalmente serpentes, através de “patadas” fortes e precisas na cabeça das vítimas.

Família Pandionidae: A águia-pescadora (Pandion haliaetus) é uma única representante dessa família. É uma espécie cosmopolita ocorrendo por quase todo o planeta, também é migratória em grande parte de sua distribuição. Sua dieta é constituída unicamente de peixes, os quais captura com as garras. A espécie diferencia-se em vários aspectos (genéticos e morfológicos) das outras aves de rapina. Seus dedos de igual comprimento, são espinhosos, e o dedo externo (nº 4) é reversível, permitindo capturar peixes com dois dedos voltados para frente e dois para trás.

Família Accipitridae: Família bastante numerosa e cosmopolita, especialmente abundante na América do Sul e com muitos gêneros restritos ao continente americano; só no Brasil ocorrem 48 espécies de Accipitridae. Reúne espécies de pequeno, médio e grande porte e está representada em todas as regiões do Brasil. São predadoras ativas, atacando todos os tipos de presas por meio de técnicas de caça variadas. A maioria das espécies vive solitária ou aos casais e poucas desenvolvem hábitos gregários. Usualmente nidificam em plataformas de galhos construídos sobre árvores, escarpas rochosas ou no solo, havendo pouca variação quanto aos padrões de nidificação.


:: Página atualizada por: Willian Menq em Set/2017. ::

 



 

Aves de rapina

Introdução
Características gerais
Importância das aves de rapina
Grupos básicos
Ordem Accipitriformes
Ordem Falconiformes
Ordem Cathartiformes
Ordem Strigiformes