• Descrição: O gavião pedrês possui cerca de 43 cm comprimento, pesando de 378 a 660 gramas. Tem uma envergadura de asas de até 98 cm. Possui as partes superiores cinza-claras, partes inferiores finamente barrada de cinza e branco, cauda atravessada por uma faixa branca. Imaturo de bases das primárias amareladas.Gosta de planar a procura de suas presas.
• Alimentação: São rápidos e ágeis podendo perseguir suas presas por manobras entre as arvores. Caça também a partir de um poleiro. Alimenta-se de insetos, lagartixas e aves.
• Reprodução: Na época da reprodução faz o ninho com galhos secos no alto das árvores. Põem de dois a três ovos. Após a eclosão dos ovos o filhote permanece no ninho por cerca de 6 semanas. O Periodo de incubação é de aproximadamente 32 dias e é realizado por ambos os pais. Aos 2 anos de idade os indivíduos atingem a maturidade sexual. O macho fornece com maior freqüência o alimento para a fêmea nas duas primeiras semanas de pós-incubação, após isso a fêmea ajuda na caça também (Glinski, 1988; Glinski & Millsap, 1987).
• Distribuição Geográfica: O Gavião pedrês é natural das Américas. Sua distribuição é do Sul dos EUA até Argentina e no Brasil setentrional e leste-meridional até São Paulo (Glinski, 1988; Sick, 1997).

Gavião-Pedrês em vôo, Novo Jardim - Tocantis. Julho de 2009.
Foto: Gustavo Pedersoli
• Hábitos/Informações Gerais: Vive na borda das matas, campos, cerrados e florestas . Ave rápida e ágil, bate asas e plana por pouco tempo para arrebatar a presa que tenta fugir. No vôo usa as correntes de ar quente para adquirir altura (Glinski, 1988; Sick, 1997).
• Status nas listas vermelhas estaduais:
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Rio de Janeiro: Dados desconhecidos (Alves, et al. 2000). |
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Espírito Santo: Dados desconhecidos (Simon et al, 2007).
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Gavião-Pedrês fotografado na margem da BR452 - Itumbiara/GO, Julho de 2009.
Foto: Oderson Barbosa
:: Página editada por: Willian Menq S. em 2010. ::
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• Referências:
Amadon, D., A. Phillips. 1939. Notes on the Mexican goshawk. Auk, 56: 183-184.
Alves, M. A. dos S., J. F. Pacheco, L. A. P. Gonzaga, R. B. Cavalcanti, M. A. Raposo, C. Yamashita, N. C. Maciel & M. Castanheira (2000) Aves, 113-124 In: H. de G. Bergallo, C. F. D. da Rocha, M. A. dos S. Alves e M. Van Sluys (orgs.) A fauna ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Glinski, R. 1988. Gray Hawk. Pp. 83-86 in R. Glinski, B. Pendleton, M. Moss, M. LeFranc, Jr., B. Millsap, eds. Proceedings of the southwest raptor management symposium and workshop. Washington, D.C.: National Wildlife Federation.
Glinski, R., B. Millsap. 1987. Status of the Sonora Gray Hawk Buteo nitidus maximus (van Rossem 1930). Albuquerque, New Mexico: Unpublished Report to Office of Endangered Species, U.S. Fish and Wildlife Service.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
SIMON, J. E. et al. As aves ameaçadas de extinção no Estado do Espírito Santo. In: MENDES, S.L.; PASSAMANI, M. (Org.). Livro vermelho das espécies da fauna ameaçada de extinção no Estado do Espírito Santo. Vitória, ES: Ipema, 2007b. p. 47-64.
