• Descrição: O falcão cauré ou falcão morcegueiro como também é conhecido, possui cerca de 26 centímetros, o macho pesa aproximadamente 120 gramas e a fêmea, 200 gramas. Ele é muito parecido com o Falco deiroleucus que é uma espécie maior e bem mais corpulenta. O Cauré, tem a cabeça toda negra, onde destaca-se o grande olho escuro, rodeado por uma pele nua amarelada. Cauda negra com pequenas barras brancas interrompidas. As pernas são curtas, amarelas, destacando os pés, igualmente amarelos, grandes e desproporcionais ao tamanho da ave. Quando jovem possui coberteiras inferiores da cauda amareladas e barradas de negro.
Manifestações sonoras: emite o seguinte som, “gi, gi, gi…”, “tzrii-i”, “kit” Também conhecido como cauré-i, coleirinha, falcão-de-garganta-branca, falcão-morcegueiro, gavião-de-coleira e temtenzinho (Antas, 2005; Sick, 1997). Sua semelhança com o Falco deiroleucus deve ser que ambos provavelmente tinham um ancestral comum no passado (del Hoyo et al. 2004).

Caurés Falco rufigularis prox. Catedral São Pedro de Alcantara - Petrópolis/RJ , Dez 2009.
Foto: Anderson Rabello Pereira
• Alimentação: Bastante habilidoso em suas caçadas, apanha aves e principalmente morcegos, caçando principalmente no entardecer e clarear do dia. Vivem em territórios de caça exclusivos. Algumas vezes, já escuro, ainda estão caçando morcegos. Apanha insetos, como libélulas, borboletas e gafanhotos (Antas, 2005; Márquez et al, 2005). No chão pode capturar ratos e pequenos lagartos. A variedade de morcegos e aves na sua dieta varia muito de acordo com a região. Persegue insetos em vôo, algumas vezes voam acima da mata para espantar possiveis presas, em uma ocasião foi visto um individuo voando acima da mata quando ele agarrou-se a um ramo de uma arvore, para logo voar e perseguir os insetos espantados por esta técnica (del Hoyo et al. 1994).
• Reprodução: A maioria dos dados de reprodução dessa espécie são de estudos realizados no México. No periodo de reprodução o macho corteja a fêmea entregando em certas ocasiões alimento a ela (del Hoyo et al. 1994).O ninho é feito em ocos de árvores, algumas vezes ninhos abandonados de araras ou papagaios. Adapta-se à presença humana e pode ser, eventualmente, encontrado no interior das cidades amazônicas, onde utiliza ocos em tetos de edifícios para a postura de seus ovos. Poem de 2 a quatro ovos. Durante todo o período de crescimento dos filhotes, a comida é fornecida pelo macho, tanto para os falcõezinhos como para a fêmea. Os filhotes ficam totalmente emplumados após 35 a 40 dias do nascimento (del Hoyo et al. 1994).
• Distribuição Geográfica: Presente em quase todo o Brasil, com exceção de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e também do México à Argentina. Varia de incomum a comum em algumas regiões, habitando bordas de florestas e clareiras (Sick, 1997).
• Subspécies: São conhecidas três subspéicies, F. r. petoensis: distribui do norte do México até a América Central, Colômbia e Equador. F. r. rufigularis: Leste da Colômbia, Guians e Trinidad, Até o Sul do Brasil e Norte da Argentina. F. r. orphryophanes: Brasil Central (Piauí, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná), Bolivia, Paraguai e norte da Argentina (del Hoyo et al.1994; Marquez et al, 2005).
• Status nas listas vermelhas estaduais:
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Rio Grande do Sul: Em perigo (Marques, et al. 2002).
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São Paulo: Em perigo (Silveira et al., 2009). |
• Hábitos/Informações Gerais: Seu pouso preferido localiza-se nos galhos secos das árvores mais altas da mata, ficando destacado na paisagem. Embora também cace em áreas abertas, é mais encontrado nas matas e suas bordas. (del Hoyo et al. 1994).

Cauré Falco rufigularis, Rio Teles Pires - Alta Floresta/MT.
Foto: Renata Biancalana, jul 2009
• Video: Assista o video-curto produzido pela National Geographic Channel, do falcão-cauré caçando morcegos (tanto em vôo quando nos poleiros diurnos). .:: Assistir o video ::.
:: Página editada por: Willian Menq S. em 2010. ::
Contato
• Referências:
Antas, P. T. Z. Aves do Pantanal. RPPN. Sesc, 2005.
del Hoyo, J. e Sargatal, J. 2004. Handbook of the birds of the world v. 9. Barcelona: Lynx Edicions.
Ferguson-Lees, J. e D. A. Christie (2001) Raptors of the World. New York: Houghton Mifflin Company.
Márquez, C., Gast, F., Vanegas, V. & M. Bechard. 2005. Aves Rapaces Diurnas de Colombia. Bogotá: Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt. 394 p
MARQUES, A. A. B. et al . Lista de Referência da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul. Decreto no 41.672, de 11 junho de 2002. Porto Alegre: FZB/MCT–PUCRS/PANGEA, 2002. 52p. (Publicações Avulsas FZB, 11)
Sick, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 862p. 1997
SILVEIRA, L.F.; BENEDICTO, G.A.; SCHUNCK, F. & SUGIEDA, A.M. 2009. Aves. In: Bressan, P.M.; Kierulff, M.C. & Sugieda, A.M. (Orgs), Fauna ameaçada de extinção no Estado de São Paulo: Vertebrados. São Paulo, Fundação Parque Zoológico de São Paulo e Secretaria do Meio Ambiente.
