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Gaviãozinho
Gampsonyx swainsonii (Virgors, 1825)

Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
Grupo:
Gaviões-milano

Nome em inglês: Pearl Kite
Habitat:
Borda de matas, campos e savanas.
Alimentação:
Aves e invertebrados



Distribuição no Brasil:



Status: (LC) Baixo risco


Fazenda Verdes Pastos - São Mamede/PB, Março de 2010
Foto:
John Medcraft

Vocalização típica (A) - (gravado por: Mauricio Cabral Periquito)

• Descrição: Mede cerca de 20-28 cm de comprimento, peso de 94-98 g (macho) e 95-102 g (fêmea) (Bierregard & Kirwan 2013), sendo o menor rapinante diurno (em cm) que ocorre no Brasil. Apresenta coloração branca predominante, dorso cinza escuro, região frontal da cabeça e laterais próximos aos olhos de cor creme-amarelado, penas primárias e secundárias com pontas brancas. Os tarsos e os dedos são amarelos, e o bico e cera são cinzas; íris varia do castanho ao vermelho (Márquez et. al. 2005).

• Taxonomia: É o único membro do gênero Gampsonyx. O nome científico gampsos: curvadas, onux: garra; e o swainsonii foi em homenagem ao naturalista inglês William Swainson (Sick, 1997; Global Raptor, 2010). Décadas atrás, acreditava-se que essa espécie era um Falconídeo relacionado com PolihieraxSpiziateryx; mas com as evidências osteológicas e padrão de muda da plumagem, foi incluído na família Accipitridae  (Sick, 1997; Márquez et al. 2005). Também conhecido como gavião cri-cri.

• Alimentação: Pousa no alto de postes e árvores, de onde procura insetos, lagartos, pássaros e outros pequenos vertebrados (Sick, 1997; Global Raptor, 2010).

• Reprodução: Constrói o ninho com gravetos, semelhante a uma plataforma, localizado entre 4 e 7 m de altura, macho e fêmea participam da construção do ninho. Coloca 3 ovos brancos manchados de castanho, e a incubação é feita pela fêmea por 34-35 dias (Sick, 1997). Nesta espécie, são poucos os relatos de ninhos usados por anos consecutivos (French, 1982).

• Distribuição Geográfica e subespécies: Ocorre do Nicarágua até o Paraguai, Argentina e Brasil. No Brasil, ocorre desde a Amazônia até os estados de Minas Gerais e noroeste do Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Wikiaves, 2014). São conhecidas três subespécies, o G. s. leonae: Nicarágua, norte da Colômbia até Venezuela e Trinidade, Guiana, Suriame até a região do rio Amazonas. G. s. magnus: oeste da Colômbia, Equador e norte do Peru. G. s. swainsonii: Brasil ao sul do rio Amazonas, até o oriente do Peru, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina (Del Hoyo et al. 1994).

• Hábitos/Informações Gerais: Vive em beiras de rios e lagos, campos com árvores esparsas, savanas e em cidades mais arborizadas. Pode ser observado planando a grande altura ou empoleirado a espera de alguma presa. (Sick, 1997; Global Raptor, 2010). Está expandindo sua população, com novos registros em áreas de pastagens e cultivo e no entorno de cidades (Gwynne et al. 2010).



Individuo predando um pequeno lagarto. Quirinópolis/GO, Jan 2011. Foto: Douglas Oliveira

Casal adulto.
Maringá/PR, Março de 2015.
Foto:
Jessica M. Nascimento

Individuo predando lagarto.
Caxias/MA, Outubro de 2010.
Foto:
Firmino Filho


Indivíduo adulto.
Uberaba/MG, Agosto de 2010.
Foto: Davi Leandro

Indivíduo adulto predando
pardal. Peabiru/PR, Out. 2015.
Foto: Willian Menq

Indivíduo adulto.
Maringá/PR, Março de 2015.
Foto: Willian Menq

 


:: Página editada por: Willian Menq em Fev/2016. ::



• Referências:

Bierregaard, R.O., Jr & Kirwan, G.M. (2013) Tiny Hawk (Accipiter superciliosus). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.) (2013). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.

Del Hoyo, J. & Sargatal, J. (1994) Handbook of the birds of the world v. 9. Barcelona: Lynx Edicions.

Ffrench, R.P. (1982) The breeding of the Pearl Kite in Trinidad. Living Bird 19:121-131.

Global Raptor Information Network. (2010) Species account: Pearl Kite Gampsonyx swainsonii. Downloaded from: http://www.globalraptors.org, on: 27 Mar. 2010.

Gwynne, J. A.; Ridgely, R. S.; Tudor, G. & Argel, M. (2010). Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado. Editora Belo Horizonte.

Márquez, C., Gast, F., Vanegas, V. & M. Bechard. (2005) Aves Rapaces Diurnas de Colombia. Bogotá: Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt. 394 p

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro. Nova Fronteira

Wikiaves. (2014) Mapa com registros de gaviãozinho. Wiki Aves - A Enciclopédia das Aves do Brasil. Disponível em < http://www.wikiaves.com.br/gaviaozinho> Acesso em: 1 de Novembro de 2013.

• Site associado: Global Raptor Information Network (em inglês)

 

• Citação recomendada:

Menq, W. (2016) Gaviãozinho (Gampsonyx swainsonii) - Aves de Rapina Brasil. Disponível em: < http://www.avesderapinabrasil.com/gampsonyx_swainsonii.htm > Acesso em: