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Tauató-pintado
(Accipiter poliogaster)

Accipiter poliogaster (Temminck,1824)
Ordem: Falconiformes
Família: Accipitridae
Grupo:
Açores
Nome popular: tautaó-pintado
Outros Nomes: gavião-pintado
Nome em inglês:Gray-bellied Hawk
Tamanho: 49 cm de comprimento
Habitat:
Florestas
Alimentação:
Pequenos vertebrados

Distribuição no Brasil:



Status: (DD) Dados desconhecidos


Individuo Adulto, registrado em área de mata bem fragmentada - Peruíbe/SP, Agosto 2010.
Foto:
João Marcelo da Costa


Vocalização típica - (gravado por: Joseph Tobias)

• Descrição: Accipiter poliogaster mede cerca de 49 cm de comprimento. É a maior espécie do gênero Accipiter no Brasil. Os adultos apresentam os lados da cabeça e partes superiores preto-acinzentadas, garganta branca, barriga acinzentada e a cauda com três largas faixas cinzas, com a ponta branca. A plumagem juvenil imita o adulto de Spizaetus ornatus (gavião-de-penacho) possivelmente como defesa contra macacos grandes que poderiam predar o jovem no ninho, tendo em vista a imagem de forte predador que este último representa para os primatas (del Hoyo et al. 1994). Com essa plumagem diferente, os pesquisadores achavam que os imaturos fossem uma espécie independente na qual foi denominada Accipiter pectoralis, sendo tal erro descoberto apenas recentemente, depois de registrarem ambas as fases de plumagem como espécies independentes por mais de cem anos. (Márquez et al., 2005; del Hoyo et al. 1994). Conhecido também como tauató, gavião-pintado e tanatam-pintado.

• Alimentação: Não há informações disponiveis sobre os hábitos alimentares desta espécie, pelo seu tamanho acredita-se que caçe presas grandes, provavelmente aves (del Hoyo et al. 1994).

• Reprodução:
Não há informações disponiveis sobre a reprodução desta espécie.

• Distribuição Geográfica:
Presente na Amazônia brasileira a leste dos rios Negro e Madeira e, localmente, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Encontrado também na Venezuela, Guiana, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Paraguai. (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001).

• Hábitos/Informações Gerais: Habita regiões florestadas, bordas de florestas de galeria ou mesmo manchas de florestas. Aparentemente é raro e pouco conhecido em toda a sua área de ocorrência (del Hoyo et al. 1994). Provavelmente seja migratório no extremo sul de sua distribuição. Nos períodos de março a junho, a espécie é encontrada na Colômbia, sendo esses registros provavelmente oriundos de populações migratórias do sul. Pouco conhecido quanto às populações residentes e aquelas que, provavelmente, possam migrar (ICMBIO, 2008; Ferguson-Lees & Christie, 2001).

• Status nas listas vermelhas estaduais:

  Paraná: Dados desconhecidos (Mikich & Bérnils, 2004).
  Rio Grande do Sul: Criticamente em perigo (Marques, et al. 2002).
  São Paulo: Quase ameaçado (Silveira et al., 2009).
  Rio de Janeiro: Vulnerável (Alves, et al. 2000).
  Espírito Santo: Dados desconhecidos (Simon et al, 2007).

• Registros recentes: Na região Norte é encontrado na Estação Ecológica de Maracá, em Roraima, onde é considerado raro. Em Minas Gerais é considerado extinto em Viçosa, mas foi registrado por Carvalho et al. (2003) na Serra da Mantiqueira e na Serra do Cipó. No estado do Paraná foi registrado próximo à estação ferroviária no Marumbi  (Straube, 2003), na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba, na Fazenda Marco Chama, em Sengés (carrano et al., 2001), no município de Rio Negro (Parque Ecoturístico São Luiz de Tolosa) e na Fazenda Rio Grande (fazenda experimental Gralha Azul – Sobânia et al., 2003), na RPPN Corredor do Iguaçu (belin et al., 2003) e na Reserva Ecológica de Guaricana, na Serra do Mar (albuquerque, 1986). No Rio Grande do Sul foi avistado no Parque Estadual do Turvo (mäHler, 1996). Em São Paulo foi recentemente registrado por João Marcelo da Costa (2010) no município de Peruíbe (imagem do topo da página). Segundo Bierregaard-Júnior (1995) a espécie pode estar declinando localmente (citações do item status de: ICMBIO, 2008).


Individuo Imaturo, nesta fase sua plumagem tem a cor semelhante a do Spizaetus ornatus.
Foto:
Brennan Mulrooney

:: Página editada por: Willian Menq S. em 2010. ::

Contato

• Referências:

Alves, M. A. dos S., J. F. Pacheco, L. A. P. Gonzaga, R. B. Cavalcanti, M. A. Raposo, C. Yamashita, N. C. Maciel & M. Castanheira (2000) Aves, 113-124 In: H. de G. Bergallo, C. F. D. da Rocha, M. A. dos S. Alves e M. Van Sluys (orgs.) A fauna ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Del HOYO, J.; ELLIOTT, A.; SARGATAL, J. Hand-book of the birds of the world. v. 2. Barcelona: 
Lynx Edicions, 1994.

Ferguson-Lees, J., and D.A. Christie. 2001. Raptors of the world. Houghton
Mifflin, Boston, MA.

ICMBIO, 2008. Plano de ação nacional para a conservação de aves de rapina / Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas. – Brasília: 136 p. ; il. color. : 29 cm. (Série Espécies Ameaçadas, 5).

Marques, A. A. B. et al . Lista de Referência da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul. Decreto no 41.672, de 11 junho de 2002. Porto Alegre: FZB/MCT–PUCRS/PANGEA, 2002. 52p. (Publicações Avulsas FZB, 11)

Márquez, C., Gast, F., Vanegas, V. & M. Bechard. 2005. Aves Rapaces Diurnas de Colombia. Bogotá: Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt. 394 p.

Mikich, S.B. & R.S. Bérnils. 2004. Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. Disponível em: > http://www.pr.gov.br/iap Acessado em: 27 jul 2010.

Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira.

SILVEIRA, L.F.; BENEDICTO, G.A.; SCHUNCK, F. & SUGIEDA, A.M. 2009. Aves. In: Bressan, P.M.; Kierulff, M.C. & Sugieda, A.M. (Orgs), Fauna ameaçada de extinção no Estado de São Paulo: Vertebrados. São Paulo, Fundação Parque Zoológico de São Paulo e Secretaria do Meio Ambiente.

Simon, J. E. et al. As aves ameaçadas de extinção no Estado do Espírito Santo. In: MENDES, S.L.; PASSAMANI, M. (Org.). Livro vermelho das espécies da fauna ameaçada de extinção no Estado do Espírito Santo. Vitória, ES: Ipema, 2007b. p. 47-64.


 
 


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