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Gavião-preto
Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788)

Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
Grupo:
Gaviões-planadores

Nome em inglês: Great Black Hawk
Habitat:
Savanas, matas e pântanos
Alimentação:
Aves, répteis e peixes

Distribuição no Brasil:


Status: (LC) Baixo risco

Indivíduo adulto. Rio Grande/RS, Março de 2015.
Foto: Willian Menq


Vocalização de chamado (A) - (gravado por: Nick Athanas)

Trata-se de um grande e imponente gavião. Presente em todas as regiões do Brasil, encontrado em pântanos, brejos e bordas de matas, normalmente próximos à água. Também habita ambientes alterados, áreas de pastagem e parques com corpos d'água. Também conhecido como gavião-caipira, urubutinga, tauató-preto, gavião-fumaça e cauã.

• Descrição: Mede de 51 a 60 cm de comprimento, peso de 965-1300 g (macho) e 1350-1560 g (fêmea). Apresenta coloração toda preta com uma larga faixa branca na base da cauda, bem visível em voo (Márquez et al. 2005). Íris varia do castanho-claro ao marrom; cera e tarsos amarelos, e bico amarelo com ponta cinza. Indivíduo jovem apresenta coloração marrom escuro, com cabeça, pescoço e partes inferiores de cor creme salpicado de marrom (Antas, 2005; Sick, 1997).

• Espécies similares: Adulto pode ser confundido com forma melânica do gavião-de-cauda-branca (Geranoaetus albicaudatus), diferenciando principalmente pelo porte maior, imponente, mais alongado, bico e pernas amarelo-vivo, tarsos longos e padrão da cauda. Já o jovem é parecido com jovens de águia-cinzenta (Urubitinga coronata), gavião-caboclo (Heterospizas meridionalis) e gavião-de-asa-telha (Parabuteo unicinctus).

• Alimentação: Apresenta uma dieta extremamente variada, caça desde roedores, aves, peixes, insetos, cobras, lagartos, caranguejos, anfíbios até mesmo carniça; também gosta de alimentar-se da fruta cajá-mirim (Antas, 2005; Sick, 1997).

• Reprodução: Constrói o ninho com ramos e gravetos no alto de árvores, geralmente próximas a rios e pântanos. A fêmea coloca de 1 a 2 ovos, com o período de incubação de 40 dias (Carvalho-Filho, 2006; Antas, 2005). Os filhotes podem ficar dependentes dos pais por mais de 7 meses após sair do ninho (Burhnam et al. 1989).

• Distribuição Geográfica e subespécies: Ocorre desde o México até a Argentina, incluindo todo o Brasil (Fergunson-Lee & Christie, 2001). São conhecidas duas subespécies, o B. u. ridwayi: ocorre no México indo ao sul até o leste do Panamá; B. u. urubitinga: oeste do Panamá, Andes, leste do Equador, Guianas, Trinidad e Tobago, Bolívia, Brasil até Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.

• Hábitos/Informações Gerais: Pode ser encontrado em pântanos, brejos e bordas de matas, normalmente próximos à água. Também habita ambientes alterados, áreas de pastagem e parques com corpos d'água. Gosta de pousar em galhos secos, procura queimadas para capturar, no chão ou em pleno ar, animais espantados ou já queimados pelas chamas. Ocasionalmente pode planar a grande altura aproveitando as correntes de ar quente. Vive solitário, aos pares ou, ocasionalmente, em pequenos grupos (Sick, 1997; Antas, 2005).




Indivíduo adulto. Cocalinho/MT,
Julho de 2014.
Foto: Willian Menq

Indivíduo adulto alimentando-se de animal atropelado. Poconé/MT, Março de 2009. Foto: Cal Martins

Casal adulto. Refugio Ecológico Caiman, Miranda/MS, Ago 2010.
Foto: Ricardo Maksoud




Indivíduo jovem. Bom Jesus/RS, Dezembro de 2014.
Foto: Willian Menq

Indivíduo jovem em voo.
Porto Alegre/RS, Abril de 2012.
Foto: Willian Menq

Individuo jovem.
Corumbá-MS, Maio de 2010.
Foto:
Airton Garcia


Indivíduo adulto.
Cocalinho/MT, Julho de 2014.
Foto: Willian Menq

Indinvíduo adulto. São Miguel do Araguaia/GO, Julho de 2010.
Foto:
Margi Moss

Indivíduo adulto em voo. Conchal/SP, Julho de 2010.
Foto:
Claudio Cortez Ferreira

 

:: Página editada por: Willian Menq em Mai/2016. ::



• Referências:

Antas, P. T. Z. (2005) Aves do Pantanal. RPPN: Sesc.

Burnham W. A., Jenny J. P. y Turley C. W. (eds) (1989) Progress Report II, Maya Project: use of raptors as environmental indicators for design and management of protected areas and for building l ocal capacity in Latin America.Boise, Idaho, The Peregrine Fund Inc.

CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (2011) Listas das aves do Brasil. 10 ª Edição, 25/01/2011, Disponível em <http://www.cbro.org.br>. Acesso em: Janeiro de 2011.

Carvalho Filho, E.P.M., M. Canuto, & G. Zorzin. (2006) Biologia reprodutiva do gavião-preto (Buteogallus u. urubitinga: Accipitridae) no sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Ornitologia 14 (4):445-448.

Ferguson-Lees, J. & D. A. Christie (2001) Raptors of the World. New York: Houghton Mifflin Company.

Márquez, C., Gast, F., Vanegas, V. & M. Bechard. (2005) Aves Rapaces Diurnas de Colombia. Bogotá: Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt. 394 p.

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira

• Site associado: Global Raptor Information Network (em inglês)

 

• Citação recomendada:

Menq, W. (2016) Gavião-preto (Urubitinga urubitinga) - Aves de Rapina Brasil. Disponível em: < http://www.avesderapinabrasil.com/buteogallus_urubitinga.htm > Acesso em: